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“Copenhague: it’s up to us (pt)”

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009


Observando os resultados de Copenhague e as reações de formadores de opinião e da imprensa, a ATA posiciona-se da seguinte maneira:

Confirmou-se a dificuldade, ou mesmo a incapacidade, de lideranças governamentais, reunidas sob o processo decisório da ONU, estabelecerem um consenso mundial sobre o tema. Por outro lado, sua relevância e urgência foi confirmada por todos os participantes, de uma ou outra forma. Combinados, estes dois vetores levam a uma conclusão: a COP-15 está devolvendo à sociedade a tutela da transição para uma economia de baixo carbono. Aumenta a responsabilidade de empresas e pessoas, além dos governos locais, de prosseguir com a ação. Afinal, quem emite Carbono não é a cúpula reunida em Copenhague.

Os anseios e as pressões da sociedade, que até aqui se concentraram sobre a COP, voltam-se imediatamente para os agentes diretos das emissões de Carbono. O alvo muda, mas a intensidade é a mesma, não há, na nossa opinião, perda de “momentum”. Cada vez mais teremos que responder a estas demandas, que são legítimas.

Ter um grande marco regulatório internacional seria melhor, principalmente quanto à segurança de certas ferramentas e mecanismos. Na sua falta, outras estruturas existentes passam a ocupar mais espaço. Vemos uma perspectiva de crescimento do Mercado Voluntário de carbono, assim como a valorização das iniciativas “cap-and-trade” nacionais ou regionais, tais com as da União Européia ou dos USA. Teremos o grande acordo na COP-16, no México, daqui a um ano? Pode ser. Mas o problema não vai esperar, e, em nossa opinião, a sociedade também não vai esperar.

No entanto, obteve-se um Acordo de Copenhague. É um novo trilho de negociações, principalmente pelo fato notável de contar com a participação dos USA, e também da China. A iniciativa de contornar os difíceis procedimentos do UNFCCC, que incluem a necessidade de unanimidade nas decisões, e ir para um acordo direto entre partes é muito interessante. Abre-se aí uma nova perspectiva, que, talvez, venha a surpreender.

O Brasil teve um papel importante na costura deste acordo. O governo brasileiro desejará consolidar a liderança que ali criou. Sem dúvida esta consolidação será baseada em atitudes no campo interno, de forma a mostrar ao mundo a que veio o país. Vamos ter novidades por aqui.

Vemos aumentar claramente a necessidade de as empresas estabelecerem bons processos de gestão de suas emissões de Carbono, já que agora sua responsabilidade se torna mais direta: estamos na linha de frente.

De nossa parte, a ATA continua a atender à crescente demanda de empresas que desejam se transformar, mais que isso, que desejam liderar a transformação, estarem na vanguarda. Assim buscaremos nossa excelência: arregaçando as mangas.

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